Compartilhe esse artigo
Saber de onde vem cada carga de grãos tornou-se uma exigência crescente no mercado, e Wander Aguilera Almeida nota que informações sobre origem e forma de produção começam a acompanhar a negociação ao lado de preço, volume e qualidade. A rastreabilidade, anteriormente restrita a nichos de mercado, está se expandindo para a comercialização em larga escala.
Compradores internacionais, indústrias de alimentos e empresas de biocombustíveis passaram a solicitar dados sobre lavouras, manejo e critérios ambientais. Tecnologias como georreferenciamento e plataformas digitais facilitaram o registro e compartilhamento dessas informações.
A tendência em questão proporciona novas oportunidades para aqueles que conseguem comprovar a origem do grão, ao mesmo tempo em que apresenta novos desafios para produtores e intermediários. Ao longo deste artigo, entenda como funciona a rastreabilidade digital, por que ela ganha importância e o que muda na rotina de comercialização.
Como funciona a rastreabilidade na cadeia de grãos?
Rastrear um grão consiste em registrar sua trajetória desde o momento da lavoura até o destino final. Em termos práticos, tal procedimento envolve a identificação da propriedade de origem, do talhão, do período de colheita, dos armazéns pelos quais o produto passou e dos compradores envolvidos em cada etapa da cadeia.
A dificuldade está na mistura de cargas. Grãos de diferentes origens são armazenados juntos, o que torna difícil a separação por lote. Para contornar essa limitação, as empresas adotam sistemas de registro por lote e controle detalhado da logística.
Em consonância com Wander Aguilera Almeida, que acompanha as safras de grãos e a evolução das cotações, a organização dessas informações desde a fazenda facilita o trabalho de conectar produtores e compradores, especialmente quando o destino do grão exige comprovações específicas. O acúmulo de informações com antecedência é essencial para evitar atrasos e retrabalho no momento de fechar o negócio.
A tecnologia desempenha um papel central nesse processo. A elaboração de um histórico confiável de cada lote comercializado é viabilizada por meio de ferramentas como mapas georreferenciados das propriedades, imagens de satélite que acompanham o uso do solo e plataformas digitais que reúnem documentos e registros de manejo.
Por que a origem passou a valer na negociação?
Os compradores são a força por trás dessa tendência. Mercados importadores, principalmente europeus, aumentaram a exigência de comprovação de origem e de práticas ambientais. Grandes empresas assumiram compromissos de sustentabilidade e repassaram as exigências aos fornecedores.

Em sua abordagem, Wander Aguilera Almeida realça que a capacidade de fornecer informações completas sobre a produção tende a ampliar o número de compradores interessados em um mesmo lote, o que pode fortalecer a posição do produtor nas negociações e reduzir a dependência de poucos canais de venda.
A rastreabilidade está intrinsecamente ligada a outras tendências do agronegócio. A produção de biocombustíveis de baixo carbono, os programas de bonificação por práticas sustentáveis e as linhas de crédito com condições diferenciadas dependem, em maior ou menor grau, da comprovação de como e onde o grão foi produzido.
Os desafios, contudo, são concretos. Os custos associados ao processo de certificação, a necessidade de registros detalhados e a falta de padronização entre as exigências de diferentes compradores representam desafios significativos para os produtores de médio e pequeno porte. No parecer de Wander Aguilera Almeida, a clareza quanto às exigências de cada mercado é crucial para que o produtor avalie se o investimento em rastreabilidade será vantajoso.
Informação que agrega valor ao grão
Em última análise, a rastreabilidade digital torna a informação sobre a produção um atributo comercial. Em um mercado que prioriza a transparência na origem dos alimentos e das matérias-primas, a comprovação da localização e do método de produção do grão pode proporcionar vantagens competitivas significativas.
Nos bastidores do agronegócio, onde o empresário Wander Aguilera Almeida atua como facilitador de negócios, essa tendência tem se manifestado de forma gradativa nas negociações, à medida que os compradores incorporam novas exigências às suas políticas de aquisição.
Para o produtor, organizar registros, mapear a propriedade e acompanhar as exigências do mercado são etapas que preparam a fazenda para uma comercialização em que a origem do grão tem o mesmo valor que sua qualidade.
